Edital, a ‘lei do concurso’

Ler o edital é fundamental para ter êxito na prova

Ler o edital para a realização das provas dos concursos é fundamental. É onde estão as etapas, modo de inscrição, cronograma, a bibliografia sugerida a ser estudada e informações essenciais para a seleção. De acordo com Ocino Júnior, primeiro lugar no concurso do Ministério da Fazenda, é fundamental o candidato encarar o edital como a lei do concurso.
“Desde o momento que decidi começar a prestar concursos públicos, tinha em mente que o grande desafio do concurseiro era “vencer o edital” – em outras palavras, estudar todos os assuntos que estão previstos no conteúdo programático. Contudo, algo que muitos se esquecem é que aquele nos fornece informações que vão além do conteúdo a ser estudado. Em verdade, conhecer todo o edital do concurso a que se pretende submeter é essencial para lograr êxito no certame”.

“Em 2014, quando passei a dar maior atenção aos concursos públicos, existiam dois editais abertos que me chamaram atenção: Ministério do Trabalho e Ministério da Fazenda. Ambos tinham vagas para João Pessoa e remunerações bastante semelhantes. Assim, procurei ler os dois editais para escolher qual deles melhor se encaixava com o meu perfil. Ao terminar a análise dos dois, não tive dúvidas: o concurso do Ministério da Fazenda seria o que eu teria mais chances de aprovação. Isso era assim, pois duas matérias que eu possuía maior facilidade – Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico – representavam 50% da pontuação total do concurso, haja vista que eram 30 das 70 questões da prova e possuíam peso 2 – enquanto Informática, uma das matérias que eu tinha maior dificuldade, possuía peso 1”, revela Ocino.

“Ao conferir o gabarito da prova, tive certeza que tinha feito a escolha certa: fiz 58 pontos de 60 possíveis naquelas duas matérias e 48 pontos nas demais, obtendo como resultado o 1º lugar na cidade de João Pessoa e no Estado da Paraíba”, conta. Ocino disse que o resultado foi possível porque ele tinha conhecimento das disciplinas que seriam cobradas, a quantidade de questões de cada uma delas, seus pesos e seus conteúdos programáticos. “Fazer um planejamento quanto às disciplinas é substancial para a aprovação. Muitas vezes, matérias possuem conteúdos extensos no edital, contudo são cobradas em poucas questões ou possuem peso menor. Já outras, com conteúdos menores, são cobradas em um maior número de questões ou possuem peso maior. Por conseguinte, o candidato deve buscar priorizar o estudo das matérias de maior peso e que possuem maior número de questões na prova.

Ele diz que é fundamental ier atenção ao cronograma de provas, que deve ser tomado como base para o cronograma de estudo e de revisão, bem como ao número de vagas, lotações, requisitos do cargo e exigências na posse, que compõem o pós-concurso. Este muitas vezes é esquecido pelos concurseiros, que se valem de jargões como “se eu passar, penso nisso” e esquecem que a prova representa somente uma das fases até a posse.

“Reitero a importância de o candidato encarar o edital como a lei do concurso. Esse é o mecanismo de defesa que o candidato tem contra possíveis irregularidades na aplicação do certame ou no conteúdo cobrado neste, bem como o único local do qual podem ser retiradas “pistas” do que o candidato vai encarar no dia da prova. A leitura integral do edital é o primeiro passo rumo ao dia da posse”, explica o analista judiciário Ocino Júnior.

Sobre Lílian Moraes

Jornalista profissional, graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), apaixonada por moda e todo o universo fashion.